segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

DESTEMOR

DESTEMOR

Tudo em mim é volatizável!
Nada em mim permanece.
É um tudo acabando no momento gerado, assim como um nada morrendo, sem medo de perder a alma!

É um sempre vislumbrar o fundo de um poço que ainda não teve sua boca demarcada.
É um eterno olhar para os pingos que nunca serão torrentes, muito embora se vistam de brilho e fiquem serpenteando sobre o espelho dos próprios respingos!

É um nada temer, já que repleto dessas malditas expectativas desfeitas por saber que nem mesmo a morte natural ou violenta, consegue exterminar os ideais de um sonhador!
Talvez ainda por isso, eu continue jazendo entre extremos, com rápidas, mas saudáveis fugas para o lado dos frágeis.
No fundo é como se eu continuasse sendo apenas um campeão do mundo!


São Paulo, Julho de 1.983.

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