Eu quero ser a pedra dos espaços, sem ter espaço p’ra cair!
E não quero ter o ar que me sustenta, pois quero testar o Deus micrado em mim!
Eu quero ser o vírus dos destinos, que mãe alguma haverá de ser,
e assim ir de vida em vida, num propagando irracional, sem fim, para me eternizar nesses profundos estreitos das entranhas mais divinas e nessa avidez de toda à vida, ver como eclodiu o parto do universo!
Eu quero ver na languidez dos mortos, todo o colosso exercitar dos vivos vermes que ao esperar metarmofoses outras, perdem as carnes do viver antigo!
Eu quero voar como andorinhas mansas, levando em mim vivas sementes defecáveis e noutras terras semear florestas por mais estéreis que elas possam ser!
Eu quero rir com o riso uníssono das vidas, e sufocar o choro eterno!
P’ra ver que as lutas terminaram todas;
Sem mais disputa entre céu e inferno!
Nova ponte, 13 de Dezembro de 2001.
landg
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